segunda-feira, outubro 29, 2007

Última estrela a desaparecer antes do dia

Última estrela a desaparecer antes do dia,
Pouso no teu trêmulo azular branco os meus olhos calmos,
E vejo-te independentemente de mim;
Alegre pelo critério (?) que tenho em Poder ver-te
Sem "estado de alma" nenhum, sonho ver-te.
A tua beleza para mim está em existires
A tua grandeza está em existires inteiramente fora de mim.

Alberto Caieiro

sábado, outubro 27, 2007

Que boca grande você tem
Como é grande a tua boca

sexta-feira, outubro 26, 2007

Sexto-sentido Masculino

Hoje eu sabia que ia te ver
mas não me parecia.
Contei as horas, adiantei os relógios
desmarquei encontros, esperei...

Sabia que seria como todos os dias
E mesmo com a rotina, aguardei
Dormi bem, dormi pouco, um até logo
sonhei

Finalmente te encontrei, tarde fria
quente ao seu lado
Te dei a mão e disse:
"Segura forte e leva meu coração!"

Levastes a sério, que irônia apaixonante
Agora, não respiro mais sem você
Não rio mais sem você
Não levastes apenas meu coração

Levastes minha vida
E fez dela sua vida
Acho que nunca vivi tanto assim!

Lincon Zarbietti

Até ele! (parte III)

Me curou, me aqueceu
Me descobriu, me descobri
Me fez completo
Talvez viver só, não seja o bastante

Até ele... até ele precisa de companhia!

Lincon Zarbietti

Até ele! (parte II)

Desenhei-o n'água, límpida e clara
Esperei algo, qualquer coisa, me perdi
Aquele labirinto era meu desespero
Mas senti uma mão a me guiar
Era você!

Lincon Zarbietti

Até ele! (parte I)

Move-se a pé meu coração
Frágil coração, pobre coração
Se alimenta de vez em quando
Vagaroso de vez em quando
Vivo, de vez em quando
De vez em quando, quando ao seu lado

Lincon Zarbietti

Incompletos

Somos talvez, a parte mais incompleta desse todo sem meio
Esse todo sem jeito, todo sem fim
E eu, escrevo sem nexo, sem documento
Escrevo como se não fosse eu
Já não sei mais como escrevo
Mas escrevo... e gosto...
Deve ser por que estou feliz,
ou melhor, sou feliz!

Lincon Zarbietti

terça-feira, outubro 23, 2007

Sem nexo

Há, na vida, coisas incompreensíveis,
que somente são sensíveis.
Ao passo que não há por que entender
O que basta é ser
É viver, é crer que o que se vive
não é apenas um momento fugaz
E sim, um momento pleno.
Mas isso é outra história, diga-se de passagem: pessoal...

E a passagem, é a vida
Que passa na face e leva consigo a juventude

Lincon Zarbietti

segunda-feira, outubro 22, 2007








A
M
O
R

sábado, outubro 20, 2007

Então...

Sim
Não
Amanhã, talvez
Hoje
Agora, já
Quem sabe
Concerteza
Indecisão
Um dia morro disso
Ah... mulheres...

Lincon Zarbietti

sexta-feira, outubro 19, 2007


"A tristeza voa nas asas do tempo."

quinta-feira, outubro 18, 2007

"Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores?
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores

(...)

Triste de nós
que trazemos a alma vestida."

Alberto Caeiro

quarta-feira, outubro 17, 2007

Felizidade

Hoje foi um dia feliz
Que dia feliz foi esse
Hoje foi O dia feliz
Hoje foi nosso dia
Novamente...
... a amizade brilhou!

Que dia feliz!

Lincon Zarbietti

terça-feira, outubro 16, 2007

I’m sorry for the times that I left you home
I was on the road and you were alone
I’m sorry for the times that I had to go
I’m sorry for the fact that I did not know (...)

Akon

segunda-feira, outubro 15, 2007

Quente


Provavelmente esse presente
seja, de verdade, diferente.
Um vício incosequente, que vivo intesamente.
Uma cor intangível,
modo aparente de rodar desenfreadamente.

Um amor inocente
Um olhar atraente
Uma pessoa envolvente
- Coisas da gente - diz a corrente
no verdadeiro delírio insandecido da mente...

Lincon Zarbietti

quinta-feira, outubro 11, 2007

Vazio

A poesia fugiu do mundo.
O amor fugiu do mundo —
Restam somente as casas,
Os bondes, os automóveis, as pessoas,
Os fios telegráficos estendidos,
No céu os anúncios luminosos.

A poesia fugiu do mundo.
O amor fugiu do mundo —
Restam somente os homens,
Pequeninos, apressados, egoístas e inúteis.
Resta a vida que é preciso viver.
Resta a volúpia que é preciso matar.
Resta a necessidade de poesia, que é preciso contentar.

Augusto Frederico Schmidt

terça-feira, outubro 09, 2007

"Saudade é uma pontada... não um aperto!"

Lincon Zarbietti


domingo, outubro 07, 2007


I never knew
I never knew that everything was falling through
That everyone I knew was waiting on a queue
To turn and run when all I needed was the truth
But that's how it's got to be
It's coming down to nothing more than apathy
I'd rather run the other way than stay and see
The smoke and who's still standing when it clears…

sexta-feira, outubro 05, 2007


quinta-feira, outubro 04, 2007

Viva

Que vivamos então desacordados para as tristezas e envoltos na felicidade que alguns terceiros nos proporcionam.
Que esses terceiros sejam você, eu, nós, os amigos, as amizades.
Que seja o amor!

Lincon Zarbietti

O Som

Ando vivendo uma deliciosa paranóia lúcida.
Ando vivendo uma aventura desenfreada.
Ando sendo eu, renovado a cada dia

Ando vivendo... ultimamente!

Lincon Zarbietti

O cansaço me consome
mas eu não me preocupo mais
meu cabelo está despenteado
mas eu não me preocupo mais
as coisas bagunçadas, os livros caídos, o incenso apagado
mas eu não me preocupo mais
a vida corre, o tempo voa
mas sinceramente? Eu não me preocupo mais

Dou meu máximo, ânseio resultados
Espero, expectativa, melhor que nada
Eu luto, e com isso sim...
com isso eu me preocupo!

quarta-feira, outubro 03, 2007

Dura

Cabeça dura
Dura, pedra
Dura o pensamento, reside sempre em min
Mas vá lá, me diga
Mas nada dizes, cabeça dura
Deixa acontecer, mas não
Dura, dura, dura

Um dia ainda em ti planto flores
Por enquanto, és dura
Mas eu gosto

Lincon Zarbietti

terça-feira, outubro 02, 2007

Sintomas


E aquele pulso acelerado?
Aquele suor frio, inesperado e incontrolável
Meu silêncio parassimpático
Meu sorriso que se abre
O ar não é mais apático.

E aquele pulso acelerado?
Um misto de felicidade e medo
Igual, mas diferente
Maduro, sábido...
Sol poente

E aquele pulso acelerado?


Caminhos

Passei um longo tempo, sem saber ao certo qual caminho seguir. Segui por vários, muitos tiver que dar meia voltar, outros no entanto acertei. Segui o som das músicas, o cheiro do orvalho fresco da manhãs, a cor da tinta que escrevia, o bater dos corações.
Achei, enfim, um caminho, um caminho meu, individual possível de compartilhar, um tanto paradoxal, porém, exato. A incerteza já bastava em meu caminho, era hora de ser eu mesmo, de gostar de min mesmo. Gostei tanto, que fiz de min, um amor possível de fazer amar aos outros.
Fui feliz, sou feliz, fiz e faço feliz. Fui amor...