segunda-feira, julho 28, 2008

Anyone Else but You

"You're a part time lover and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't you forgive me?
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

I will find my nitch in your car
With my mp3 dvd rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

Up up down down left right left right b a start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, i want more stage
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

Squinched up your face and did a dance
You shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see in anyone else
But you"

The Moldy Peaches

quinta-feira, julho 24, 2008

A Flor do Perdão

"Hoje, depois de um sonho na madrugada
acordei e pedi perdão!
A primeira coisa que fiz!
Pedi perdão e assumi o posto contrário,
de quem deveria ter aceito o perdão,
e não ter pedido!
Mas pedi.
E me senti tão bem ao ter pedido.
Me senti mais leve!
E depois disso, chorei.
Chorei um pouco, algumas lágrimas de perdão.
Que cairam na terra do meu jardim,
e parecem estar florescendo
botões multicoloridos."

Lincon Zarbietti

domingo, julho 13, 2008

Homem Hiato

"Do vento leve que soprou
Na áurea dos anos vividos
Dos mil sonhos omitidos
Não sei bem ao certo o que ficou

Sou agora um ponto que cegou
Entre os pálidos sentidos
Do não merecer ouvidos
Um vilão que ninguém cantou

Nem sempre durmo tranqüilo
No meu caminho inexato
Sombra do fim, meu sigilo

Do conto quisto em boato
Não sobrou nem um cochilo
Eu, um vil homem hiato"

Lincon Zarbietti

segunda-feira, julho 07, 2008

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.

Carlos Drummond de Andrade
"O senhor mire e veja.
O mais importante e bonito, do mundo,
é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas
– mas que elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam. Verdade maior. "

João Guimarães Rosa

domingo, julho 06, 2008

Aproveitar o Tempo

"Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!

Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.

Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...

Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...

Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!

(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)

Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino."


Álvaro de Campos

terça-feira, julho 01, 2008