"Resolvi um dia, retirar
todos os meus sonhos
daquela gaveta apertada
e fria em que eles
se encontravam.
Eles estavam intactos,
cobertos por uma fina camada
da poeira do tempo.
Mas pareciam maltratados,
esquecidos,
mas ainda eram os mesmos.
E quando sentiram
o calor do meu peito,
a minha vontade de ser,
criaram asas,
como num passe de mágica.
Asas de pássaros
cor de cetim.
E confesso que foi
impossível segurá-los em minhas mãos,
até relutei contra isso
esquecendo da dor,
mas com ferocidade,
uma luz cegou meus olhos
e forçou minhas mãos a abrirem.
E eu cai, desacordado.
E quando acordei
estava leve.
Sereno.
E só aí percebi,
que vivia meu próprio sonho
num quê de realidade"
todos os meus sonhos
daquela gaveta apertada
e fria em que eles
se encontravam.
Eles estavam intactos,
cobertos por uma fina camada
da poeira do tempo.
Mas pareciam maltratados,
esquecidos,
mas ainda eram os mesmos.
E quando sentiram
o calor do meu peito,
a minha vontade de ser,
criaram asas,
como num passe de mágica.
Asas de pássaros
cor de cetim.
E confesso que foi
impossível segurá-los em minhas mãos,
até relutei contra isso
esquecendo da dor,
mas com ferocidade,
uma luz cegou meus olhos
e forçou minhas mãos a abrirem.
E eu cai, desacordado.
E quando acordei
estava leve.
Sereno.
E só aí percebi,
que vivia meu próprio sonho
num quê de realidade"
Lincon Zarbietti

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