"Hoje, quando cheguei no aconchego do lar
Fugitivo dos carros velozes, da falta de ar
Me sentei no sofá macio, de tons magenta
E preparei um café preto, forte, com menta.
A casa estava escura. Vazia.
Do pão, só havia uma fatia
E de min, cansado, esgotado
Só a penumbra de um ser acabado
O aperto no meu peito era doloroso
Mas eu não negava ser um tanto prazeroso
E fui me lembrando das pessoas que amava
Dos rostos, jeitos, carinhos que adorava
Dos abraços que há tempo não recebia
Dos amores secretos, que ninguém sabia
Fiquei no sofá, tênue, por horas incontáveis
Escolhendo viver os momentos amáveis
Dos quais, nunca havia me esquecido"
Fugitivo dos carros velozes, da falta de ar
Me sentei no sofá macio, de tons magenta
E preparei um café preto, forte, com menta.
A casa estava escura. Vazia.
Do pão, só havia uma fatia
E de min, cansado, esgotado
Só a penumbra de um ser acabado
O aperto no meu peito era doloroso
Mas eu não negava ser um tanto prazeroso
E fui me lembrando das pessoas que amava
Dos rostos, jeitos, carinhos que adorava
Dos abraços que há tempo não recebia
Dos amores secretos, que ninguém sabia
Fiquei no sofá, tênue, por horas incontáveis
Escolhendo viver os momentos amáveis
Dos quais, nunca havia me esquecido"
Lincon Zarbietti

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