domingo, julho 13, 2008

Homem Hiato

"Do vento leve que soprou
Na áurea dos anos vividos
Dos mil sonhos omitidos
Não sei bem ao certo o que ficou

Sou agora um ponto que cegou
Entre os pálidos sentidos
Do não merecer ouvidos
Um vilão que ninguém cantou

Nem sempre durmo tranqüilo
No meu caminho inexato
Sombra do fim, meu sigilo

Do conto quisto em boato
Não sobrou nem um cochilo
Eu, um vil homem hiato"

Lincon Zarbietti

2 comentários:

Huarlei. disse...

matou a pau cara, eu nem penso em tentar fazer um poema assim com dois quartetos e dois tercetos metrificados, preocupando com aquelas lógicas e tal, gostei msm
abrass

Simião Castro disse...

Velhão!
Parabéns!
Como te disse no Orkut! Não me atrevo a fazer soneto!
Ficou muito bom!
Parabéns pela paciência e conpetência!
Abraço!